No
livro Ciência do Bom Viver vemos que o coração da
comunidade, da igreja e da nação é o lar. O bem-estar
da sociedade, o sucesso da igreja e a prosperidade da nação
dependem das influências do lar. A qualidade da vida familiar é
extremamente importante para nossa felicidade e saúde mental como
indivíduos.
Nos anos recentes a importância e estilo de
vida da família e do lar têm sido questio-nados, mas a ação
do pêndulo do mundo está passando para trás a importância
de famílias fortes, que conhecem quais são as raízes
da nação. Se esse for o caso, certamente nossa igreja deve
tomar a posição de liderança na promoção
de famílias cristãs fortes.
Muitos de nós não tivemos modelos ideais
de como deveria ser a família cristã; então como
podemos aprender? O modelo mais positivo que possuímos é
a Palavra. Na verdade, é o único modelo verdadeiro e seguro.
É a forma escolhida por Deus para transmitir Sua vontade a nossas
famílias.
Interessei-me pelos resultados de um estudo realizado
pelo Family Strengths Research Project (Projeto de Pesquisa do Poder da
Família), em Oklahoma. O Cooperative Extension Service (Serviço
de Extensão Cooperativa) auxiliado pelo agente do Home Economic
Exten-sion Service (Serviço de Extensão da Economia do Lar),
em cada cidade de Oklahoma, tra-balharam juntos para recomendar o que
considero famílias especialmente fortes. Armados com materiais
de diretrizes e de antecedentes, as famílias foram entrevistadas
de forma a-brangente.
Após o extenso material ter sido analisado,
seis qualificadores se destacaram os quais pareciam exercer papel muito
importante no fortalecimento e felicidade dessas famílias.
Se essas famílias foram consideradas como
as mais destacadas em Oklahoma (essas tendência parecem ser as mesmas
em um estudo nacional agora em andamento), então talvez deveríamos
tirar tempo para examiná-las.
1. Passar tempo juntos – famílias que
realizavam muitas atividades juntos. Esse tempo passado juntos não
ACONTECIA POR ACASO. Eles FAZIAM acontecer. Mantinham-se uni-das em todas
as áreas da vida: refeições, recreação,
culto e trabalho.
2. Bons modelos de comunicação –
Passavam tempo conversando e ouvindo com a-tenção. O bom
ouvinte transmite respeito. Se você me ouve, então eu o ouço.
Em um dos seminários que realizei, sugeri uma forma de ajudar as
pessoas a realmente ouvirem o que você diz, caso sinta que esse
não está sendo o caso. Escreva uma nota e expresse seus
sentimentos e então peça a seu cônjuge para ler essa
nota quando você não estiver presen-te, dando-lhe assim atenção
total. Após a reunião um senhor me procurou para me agrade-cer
e dizer que iria tentar esse recurso. Ele disse: “Minha esposa nunca
escuta o que eu di-go; sinto como se ela estivesse falando com outra pessoa
ao telefone e acenasse com a cabeça para mim dizendo: ‘sim,
ouvi, continue ..., mas prossegue falando com a outra pes-soa”.
Ouvir é uma parte muito importante da boa comunicação.
3. Compromisso – Palavra impopular nestes dias.
A maioria das pessoas não está dis-posta a comprometer-se
de forma alguma, porém, essas famílias estavam profundamente
comprometidas a promover a felicidade e bem-estar uns dos outros. Quando
a vida se torna tão agitada que os membros da família sentem
que não estão passando muito tempo juntos o quanto deveriam,
sentam-se e preparam uma relação de atividades nas quais
todos pos-sam estar envolvidos. Com percepção crítica
organizam as prioridades a fim de reservarem mais tempo livre para a família.
4. Elevado grau de orientação religiosa
– Isso harmoniza com a pesquisa realizada nos últimos 40
anos, que demonstra relacionamento positivo entre a religião e
a felicidade conju-gal e relacionamentos bem-sucedidos na família.
O compromisso se torna mais profundo ao freqüentarem a igreja e participarem
das atividades religiosas. É o compromisso para com o estilo de
vida espiritual. Este é descrito como a conscientização
de Deus que lhes concedeu senso de propósito e de apoio e fortalecimento
mútuos. Essa noção de comunicação com
o Poder superior ajuda-os a serem mais pacientes uns com os outros, mais
perdoadores, mais prontos a eliminarem a ira, mais positivos e mais incentivadores
em seus relacionamentos. Em outras palavras, simplesmente viver o cristianismo
na prática diária!
5. Capacidade de enfrentar as crises de forma positiva
– As crises são tratadas de forma construtiva. De alguma
forma conseguem ver na situação mais negra algum elemento
positivo, não importa o quão diminuto seja e concentram-se
nele. Aprendem a confiarem e a contarem uns com os outros. Eles se unem
e não permitem que a crise os fragmentem.
6. Admiração – Essas famílias
expressam muita admiração uns pelos outros. Eles se edificam
psicologicamente e dão uns aos outros muitas impressões
positivas. Não há quem não aprecie estar na companhia
de alguém que o ajude a se sentir bem consigo mesmo! Algumas vezes
o marido prefere o ambiente do trabalho porque seus colegas o fazem se
sentir melhor em relação a si mesmo do que sua esposa –
sente-se mais respeitado. Infeliz-mente, a esposa não tem essa
mesma possibilidade do marido e se ele não demonstrar a-preciação
por ela sua auto-estima míngua e morre. O filho, muitas vezes prefere
passar tempo com seus colegas porque estes não o criticam da forma
que seus pais fazem. A afir-mação pode ser um jogo divertido
na família. Tente fazer isso no culto familiar. Cada um tece algum
elogio a outro membro da família. Recentemente fizemos isso em
nossa família – com nossos filhos adultos, netos –
e fomos profundamente tocados.
Creio que podemos encontrar esses seis princípios
na Palavra de Deus. Apreciaria convidar cada um de vocês a fazerem
um novo compromisso hoje, de reorganizar seus valo-res e prioridades a
fim de que nossas famílias sejam verdadeiramente “famílias
de Deus”.
[Extraído de Preacher’s Kids.]
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