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Igreja Mundial: Sétima conversa entre jovens e o líder da Igreja acontece no Brasil
Date: 05/05/2006 10:33:42
Written By: ANN/Taashi Rowe
São Paulo, Brasil... [ASN]
Por que deveríamos fazer parte de uma igreja que não nos leva
a dela participar? Esse foi o tema recorrente das questões levantadas
pelos jovens, em São Paulo, Brasil, ao presidente mundial da
Igreja Adventista do Sétimo Dia, pastor Jan Paulsen, no domingo,
23 de abril. A conversa ao vivo entre o líder da Igreja, denominada
“Let´s Talk” (Vamos Conversar), revelou que os jovens anseiam
muito por ter voz ativa em suas igrejas.
Sendo um líder que estimula constantemente os jovens a participar,
o pastor Paulsen declarou várias vezes seu desejo de que todos
procurassem tomar parte ativa na igreja.
Uma das anfitriãs do “Let´s Talk”, Larissa Preuss, fez referência
a um sermão do pastor Paulsen, apresentado por ocasião do congresso
mundial da Igreja em St. Louis, Missouri, nos EUA, em julho
de 2005. Ela perguntou: “O que significa, na vida real, abrir
as portas da igreja aos jovens?”
O pastor Paulsen respondeu: “Significa que vocês devem ser
ativos na igreja. Significa participarem do culto, da liderança
e no testemunho. É verdadeiramente na [congregação] local que
isso pode ser realizado. E digo aos líderes da igreja para confiarem
aos jovens alguns cargos de liderança. Que os envolvam. Eles
cometerão erros, é certo. Eu tenho cometido erros. Digo a eles
que sejam abertos e que permitam que os jovens ocupem o seu
lugar.”
Um outro jovem disse: “Eu cresci na igreja e agora estou vendo
que nossa mensagem não tem importância para muitos jovens. A
maneira que falamos a eles é a mesma desde que eu era criança.
E cresci com alguns amigos que deixaram a igreja porque para
eles Jesus é apenas história. A igreja não faz sentido para
alguns deles.”
Paulsen então desafiou o jovem e outros também a encontrarem
maneiras de ajudar outros jovens a compreenderem a “verdade
eterna” que é Jesus. “A verdade não é algo que você inventa
ao longo do caminho da vida. A verdade não algo que se muda
e que lhe é dada uma nova identidade a cada nova geração. Cristo
é o mesmo hoje, assim como há 2 mil anos. Então, como podemos
fazer com que algo que é eterno seja relevante [para os jovens
de hoje]?” Paulsen então pediu sugestões ao grupo.
Um dos jovens disse que, do seu ponto de vista, os líderes
mais velhos tratam os jovens como crianças.
“Penso que parte do problema está na forma como a igreja fala
com os jovens... como se eles tivessem oito anos, quando eles
estão em um nível intelectual muito mais alto. Na minha opinião,
devemos parar de tratar os jovens como crianças.” O outro anfitrião,
Jônatas Ferreira, quis saber se o pastor Paulsen poderia se
identificar com alguns jovens que pensam em deixar a igreja.
“O senhor, em algum tempo de sua vida, já pensou em deixar a
igreja? Porque esse é um dos principais problemas em nossa comunidade”,
disse Ferreira.
“Eu nasci nesta igreja. Eu cresci nesta igreja”, respondeu
o pastor Paulsen. “Quando você é [jovem] comete muitos erros.
Alguns chegam a pensar: ‘Eu não sou digno... Eu deveria parar
também’. Por favor, não deixem a igreja porque cometeram erros.
Todos cometemos erros. Houve momentos em minha juventude em
que eu senti que estava perdendo a batalha, que nunca iria ser
realmente bom. Mas o Senhor é maravilhoso, Ele não permite que
você se vá assim facilmente.”
Uma das jovens presentes perguntou ao pastor Paulsen como podem
eles, como jovens, alcançar outros jovens e falar que Jesus
está vindo. Paulsen reiterou sua mensagem de envolvimento na
igreja. “Procurem tornar-se ativos. ... Se não se envolverem,
sua vida espiritual irá morrer também.”
Essa foi a sétima edição da série de conversas entre o líder
da igreja e os jovens de diferentes áreas do mundo. As transmissões
anteriores tiveram a presença de jovens dos Estados Unidos,
da Alemanha, Austrália e agora do Brasil. As conversas ao vivo
são transmitidas pelo canal de TV da Igreja, o “Hope Channel”
(Canal da Esperança). Embora algumas perguntas sejam diferentes,
dependendo da região onde é realizado o programa, outras seguem
um tema semelhante ao de muitas delas. Perguntas como o papel
da mulher na igreja, a música apropriada para a igreja, a aparência
apropriada e o nosso vestuário, como cristãos, foram feitas
no Brasil.
Um dos jovens falou sobre como alguns adventistas no Brasil
formaram a associação de liberdade religiosa para proteger a
liberdade dos adventistas no País. Ele mencionou que a associação
tem trabalhado para assegurar que os alunos adventistas não
sejam forçados a fazer exames no Sábado, que é um dia de culto
para os fiéis da igreja.
Paulsen disse que esse é um dos exemplos de estar ativo na
igreja sem ter que receber um salário dela para isso. “Em muitos
lugares no mundo, há em nossas igrejas pessoas ativas e fortemente
envolvidas em iniciativas com o governo, e são um testemunho
público para a Igreja. Meu desejo é que trabalhem como um todo.
Entristeço-me quando as pessoas traçam uma linha divisória.
Por que querer fazer separação? Não somos todos um? É importante
reconhecer [isso] e dar lugar a todos na igreja.”
Em resposta a uma pergunta desse mesmo jovem, Paulsen disse
que “é possível para um adventista estar envolvido na política.
Os que escolherem isso devem fazer uma importante escolha para
não comprometerem seus valores. É muito importante que os adventistas
entrem na carreira pública e levem para ela os valores que têm,
fazendo o melhor que podem pela sociedade.”
Outro jovem acrescentou: “Cresci no Brasil e nós aqui temos
nosso culto de adoração todos juntos. Então fui estudar nos
Estados Unidos; numa pequena cidade, há cinco diferentes igrejas,
todas adventistas. Havia a igreja espanhola, a chinesa, a negra,
a dos jovens e a dos adultos. O que a Igreja pensa disso? Porque
não fazem as reuniões juntos?”
Paulsen disse: “Em Washington, D.C., onde moro, há muitas
[congregações] hispanas e portuguesas. Há a comunidade chinesa,
coreana, branca e negra. De alguma forma, isso é natural para
muitos que vão pela primeira vez aos Estados Unidos, para que
se sintam melhor ao entrar para participar do culto com as pessoas
do seu país, com as mesmas tradições, e ouvir os sermões na
sua própria língua. Não é uma coisa ruim. No entanto, penso
que na próxima geração deveria haver uma fusão, uma união da
igreja, porque a igreja é uma comunidade muito, muito diversa...
e então, quando isso for dito e feito, seremos todos uma família.”
O pastor Paulsen estava com sua esposa, Kari, que também respondeu
a perguntas do grupo, muitas delas a respeito do casamento,
e a Sra. Paulsen comentou que ela e o esposo estarão celebrando
o seu 51º aniversário de casamento no próximo mês de julho.
Um jovem pediu um conselho para aqueles que estão planejando
se casar. “Em todos os casamentos há inúmeras ‘pontes’ para
atravessar. No entanto, pelo fato de haver pontes, não quer
dizer que é impossível. Penso que a comunicação é muito importante”,
aconselhou a Sra. Paulsen. “Vocês devem ser capazes de se comunicar
em todas as áreas ... porque a comunicação cobre uma multidão
de ofensas.”
O pastor Paulsen disse que iniciou a série “Let´s Talk” com
o objetivo de encorajar os jovens e a liderança da igreja a
conversarem. Ele explicou na abertura do programa: “Meu desejo
é que esta igreja aja como uma família, compreendendo uns aos
outros, conversando juntos... com aceitação, tolerância e sinceridade
ao receberem uns aos outros.”
Paulsen fechou o programa, o primeiro de dois nesse dia, com
uma oração, e instou os jovens a cuidarem de sua vida espiritual.
Depois do programa “Let´s Talk” aol vivo, Paulsen gravou uma
segunda transmissão que será dublada para o português e irá
ser apresentada futuramente para o público. A transmissão ao
vivo foi traduzida simultaneamente em português e espanhol para
toda a América do Sul e América Central.
Uma produção do Departamento de Comunicação da sede mundial
da Igreja, o programa tornou-se possível graças à equipe de
produção do recém-inaugurado Sistema Adventista de Comunicação
(Sisac), em Jacareí, próximo a São Paulo. |